Santinhos lendo

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um legislativo forte é a garantia de um executivo forte


Por Luciana Rosa

Na semana em que se comemorava o dia mundial dos diretos da criança e do adolescente, o programa de rádio “Na Boca do Monte”, produzido pelos alunos do 4º semestre de jornalismo da UFSM, ou seja, nós, recebia para entrevista a ex-presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente: Maria de Lourdes Castro.

Neste mesmo dia, marcamos nossa conversa para “os santinhos”. Coincidentemente a ordem dos temas de entrevista que a candidata nos concedeu essa tarde foi a mesma de sua trajetória profissional: primeiro a presidente da Conselho Municipal da Infância, depois a vereadora eleita.

Maria de Lourdes, além de mulher elegante e muito bem articulada, é uma pessoa muito simpática, nossa conversa foi direta e agradável, talvez por ter uma trajetória pequena na política, Maria de Lourdes ainda não desenvolveu alguns vícios da “profissão”, como o de falar muito mas dizer pouco, se é que vocês me entendem.

Maria de Lourdes investiu pesado em sua campanha, ela me contou que chegou a vender um dos carros para financiar a divulgação de sua candidatura*. Perguntei a ela se não houve um temor deste investimento ser em vão, e ela prontamente me respondeu que tinha segurança quanto a sua eleição. Emendando a questão do dinheiro e, obviamente, do retorno do capital investido em campanha, perguntei-lhe se este montante poderia vir a ser compensado através de uma possível votação pelo aumento dos salários dos vereadores. Maria de Lourdes foi enfática ao dizer que seria contraria a uma votação pela elevação do valor recebido atualmente pelos vereadores.
“Aumento do salário do vereador? Contra!Porque nós temos um imenso número de pessoas que ganham um salário mínimo, menos até.E acho que o salário de vereador ta bom, não tem que aumentar mais, é até uma falta de respeito com o povo aumentar o salário de vereador. Eu disse até uma vez, eu sou meio polêmica.Acho que um vereador até poderia receber a metade do que ganha, porque ele faz tão pouco. Então vamos ser justos com as pessoas.E assumir dessa forma, já pensando num aumento de salário, eu vou me retirar, alias, não vou me retirar porque ai eu vou perder o meu lugar, mas eu vou dizer : Não, e não!!”

Maria de Lourdes Castro é fonoaudióloga, e pretende continuar atendendo seus pacientes normalmente, juntamente com o comparecimento as sessões plenárias da câmara. Entretanto esclareceu que pretende deixar vinte horas semanais livres para sua atuação como vereadora.
“Eu quero trabalhar efetivamente como vereadora, eu pretendo estar estudando, participando muito efetivamente muito perto da vida das pessoas. Por que se eu quero fiscalizar alguma coisa, se eu quero ser representante do povo, eu tenho que saber como o povo está. Eu tenho que estar lá na vila, vendo como está num dia de chuva, num calorão, como está o posto de saúde, como está a escola. Para eu poder chegar até o prefeito e dizer: Olha tal região, não ta legal.”

Maria de Lourdes está muito feliz com a nova configuração da câmara, pois sua coligação tem maioria na bancada. E ela tem certeza de que mesmo a oposição não fará oposição sem embasamento. Acredita que a reconfiguração que a câmara sofreu é um sinal de que o povo está se apropriando mais do que acontece no poder em Santa Maria.
“Eu tenho certeza de que não foi á toa que houve essa renovação, ela é resultado de um mandato.”

*Segundo as duas primeiras prestações de conta da campanha de Maria de Lourdes, a candidata teve mais gastos do que arrecadação com a campanha. Veja a prestação de contas completa no site do TRE.

domingo, 5 de outubro de 2008

Nada de mesmice

(clique na imagem caso queira vê-la em melhor resolução)


Por Luiz Henrique

Um endereço: comitê eleitoral do PMDB. Uma conversa: "a senhora teria o telefone do candidato Sanfelice, do PPS"? Um número: "poderia falar com seu Hélvio Sanfelice?" Entrevista marcada para domingo de manhã. Tendo que resolver problemas de uma entrevista anterior, não pude comparecer. Uma nova ligação: "o senhor pode ainda de tarde?" Marcado. Chego ao Colégio Coronel Pillar por volta das 17h. Não encontro o candidato durante a meia hora em que o procuro. Corrida para comprar créditos telefônicos. Outra ligação: "ele deixou o celular em casa carregando, mas assim que ele chegar eu passo o seu contato". Assim, até o momento, terminou a "entrevista" com o candidato Hélvio João Sanfelice.

Não recebi mais retorno desde a conversa com uma familiar do candidato (por volta das 17h30min). Dificilmente poderei entrevistá-lo ainda hoje, o que impedirá a colocação dos dados no blog. A apuração das eleições deve estar na iminência de sua conclusão, mas não sei se o candidato Sanfelice saiu vitorioso. Fato é que a corrida para entrevistá-lo fez jus ao seu lema de campanha: Chega de mesmice, vote Sanfelice!!!

Candidato: Sanfelice
Número: 23.023
Partido: PPS (Partido Popular Socialista)

Jair da Estofaria: ele confia!

(clique na imagem caso queira vê-la em melhor resolução)

Por Luiz Henrique

Após duas conversas por telefone, conseguimos agendar nossa entrevista. O candidato Jair Antonio Trindade recebeu-me em sua casa, com sua família presente. Foi uma entrevista mais demorada do que as demais que fiz para este blog. Entre muitas respostas longas e a visível união da família, a palavra que definiria seu Jair é confiança.

Jair concorre nas urnas como Jair da Estofaria, alusão clara a sua profissão de quase três décadas. É candidato pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e concorre pela primeira vez (já foi pré-candidato em outro partido). Seu número para vereador é 14.202, e o lema da campanha é "Jair da Estofaria: você conhece, você confia", similar às demais na escolha pela rima como efeito sonoro.

Sou recebido pelo candidato e seu filho, Kauã, que não deve ter mais que 4 anos. Em seguida, sua mulher e suas três filhas se juntam a nós, na cozinha, para começarmos a entrevista. Diferentemente das entrevistas com os demais candidatos, geralmente em locais públicos ou em salas dos comitês políticos, essa tinha um clima familiar que me desafiava: a presença da família, como núcleo de apoio ao candidato, pode inibir o entrevistador, principalmente os mais inexperintes (caso dos estudantes em geral). Todo modo, isso não interferiu na obtenção das respostas e na realização da filmagem.

Seu Jair fornecia respostas longas, dotadas de detalhes e argumentações que sempre desembocavam em seu pedido para que eu o apoiasse. Evidentemente que, em sendo este o caso, não era a situação propícia para que eu declarasse qualquer apoio. Além disso, sendo o voto secreto, senti-me à vontade para não declarar absolutamente nada e apenas deixar que as investidas fossem feitas. Após as perguntas standart, fizemos o vídeo. O filho do candidato, menor de idade, aparece na filmagem. Questiono seu Jair sobre isso, e ele diz que não se opõe. Novamente, respostas longas as cinco perguntas para o vídeo. Como o material é editado, para manter um tempo de gravação similar a todos os candidatos, a maioria das argumentações ficará de fora: entram apenas as respostas objetivas.

Saio da casa do candidato levando o santinho e um adesivo. Ao término da conversa, ele reforça sua convicção de que será eleito (e que meu voto será importante para tal). Pela expectativa apresentada, os votos superariam o da maioria dos vereadores mais bem eleitos na cidade. Quando a eleição for concluída, saberemos se Jair da Estofaria será um dos novos vereadores da cidade ou prosseguirá somente com sua estofaria e os trabalhos na comunidade em que reside (próximo ao KM 3).


Perguntas standart (dez):

1. Qual sua profissão?
Micro-empresário (ramo da estofaria). De forma regularizada, há quase 20 anos.

2. Já foi candidato?
Foi pré-candidato pelo PP (Partido Progressista) em 2004, mas não se sentiu à vontade no partido.

3. Está respondendo algum processo judiciário?
Não.

4. Já mudou de partido?
Saiu do PP e filiou-se ao PTB em setembro de 2007.

5. Já ocupou algum cargo público?
Não, apenas foi funcionário da Rede Ferroviária de Santa Maria de 1983 a 1990.

6. Há quanto tempo está filiado ao partido?
Está filiado há pouco mais de um ano ao PTB.

7. É de Santa Maria? Caso não seja, há quanto tempo reside na cidade?
Não. É natural de Restinga Seca (RS) e mora em Santa Maria há mais de 41 anos.

8. Qual sua expectativa de votos?
Tem uma expectativa bastante alta, em torno de 5.000 votos.

9. Está lendo algum livro?
Apenas jornais e notícias sobre as eleições.

10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador?
Pretende dividir o tempo entre seu trabalho (na estofaria) e o mandato político.

Santa Maria em números.
Os candidatos foram questionados sobre cinco aspectos de Santa Maria e o Legislativo Municipal. As perguntas eram sobre a população, os vereadores, o mito de origem da cidade e a economia. Veja as respostas do Jair da Estofaria abaixo:


• Respostas •
Resposta um: aproximadamente 263 mil
Resposta dois: R$ 5.782, 38
Resposta três: duas plenárias
Resposta quatro: o bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resposta cinco: setor Terciário (serviços)

sábado, 4 de outubro de 2008

Eleições de motocicleta



Por Gabrielli Dala Vechia

Kleber Colvero

Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB

45555


Por uma questão de hierarquia de nomes na folha amassada que continha o contato dos candidatos, Kleber foi o derradeiro, e por uma questão de má sorte, todas minhas chamadas foram enviadas para a caixa de mensagem.
Beirando a desistência, qual não é minha surpresa quando no comício do candidatos da Frente Juntos por uma Santa Maria Melhor as bandeiras se acalmaram e pude ver o baixinho de camisa pólo amarela que atendia pelo nome de Kleber Colvero.
Marcamos para o dia seguinte na sua sede de campanha, local de trabalho há dez anos: seu ponto de moto-táxi.
O candidato além de me explicar suas lutas, pelo trabalhador informal e contra o cartél do transporte coletivo municipal, foi paciente ao me descrever as minúcias da política partidária. Muito diferente da representação que eu tinha de um militar reformado.
Nota-se que suas lutas não são vãs. Contou-me uma série de acontecimentos que envolvem a questão do trabalhador informal: você sabia que o estátua-viva do Calçadão foi preso por atrapalhar o trânsito de pessoas e está proibido de colocar seus pés dourados lá?E que os morte-lenta têm horário pra fechar?E que os catadores do lixão da Caturrita foram tirados de lá "a pau" (sic)?Pois bem, eu não sabia.
Mas, o kleber sabe. E é por estas e por outras que ele resolveu usar da experiência de três campanhas como braço direito de Jorge Pozzobom e do apoio de figuras proeminentes do seu partido, como a governadora Yeda, que lhe patrocionou 25 mil santinhos, para galgar um acento na câmara pelos próximos quatro anos.
1. Profissão? Sargento do exército reformado e empresário do ramo de moto-táxi.
2. Já foi candidato? Não.
3. Está respondendo algum processo judiciário? Não.
4. Já mudou de partido? Não.
5. Já ocupou cargo público?
6. Há quanto tempo está filiado ao partido? Dois anos.
7. É de Santa Maria? Se não, há quanto tempo reside na cidade? Sim, natural de Santa Maria.
8. Qual sua expectativa de votos? Aproximadamente 2.000
9. Qual seu livro de cabeceira? Livro dos Espíritos, de Alan Kardec.
10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador? Não, pretende conciliar a vereança com sua empresa.
Santa Maria pelos candidatos
Os candidatos foram questionados sobre cinco aspectos de Santa Maria e o Legislativo Municipal. As perguntas eram sobre a população, os vereadores, o mito de origem da cidade e a economia. Veja as respostas de Kleber Colvero:
Resposta um: aproximadamente 263 mil
Resposta dois: R$ 5.782, 38
Resposta três: duas plenárias
Resposta quatro: o bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resposta cinco: setor Terciário (serviços)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Era uma vez no centro-oeste

Por Luciana Rosa


Nome: John Wayne

Partido: Partido dos Trabalhadores (PT)

Número: 13690






Nem o John Wayne original foi tão caçado no velho oeste quanto o nosso candidato foi procurado para participar da entrevista.

Desde a primeira visita ao comitê eleitoral do Partidos dos Trabalhadores, onde consegui o número residencial do candidato a vereador, que atende pelo mesmo nome do ator de westerns norte americanos John Wayne, percebi que a caçada não seria fácil. De todos os candidatos da aliança Santa Maria Não Pode Parar, o único que tinha os santinhos esgotados, era o candidato John Wayne. Passada uma semana, liguei para o número residencial que me fora passado. Conversei com uma simpática mulher, esposa de John Wayne, que passou o número de seu celular. Pela empolgação do telefonema, acreditei que conseguir a entrevista seria muito fácil. Ledo engano.

Liguei para o número de celular que me fora passado, conversei então com Rodrigo, uma espécie de assessor de Wayne, que disse que me retornaria assim que tivesse uma data para nosso encontro. Infelizmente, Rodrigo não foi o homem mais rápido do oeste e não me deu retorno. Segunda-feira, dia 29 de outubro, fiz a derradeira ligação e em resposta obtive: “Olha, essa semana vai ficar difícil.” Difícil ? Difícil é ficar sem post.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"Quanto mais forte é o governo, mais fraca é a sociedade"


Por Gabrielli Dala Vechia



Emerson Spitzmacher


25500


Democratas

Enquanto discava o número de telefone, conseguido facilmente na sede da coligação “Juntos por uma Santa Maria Melhor”, pensava se eu teria a sorte de passar por milhares de vozes até chegar àquela que eu ansiava ouvir ou se uma gravação me diria simplesmente que minha chamada estava sendo encaminhada à caixa de mensagem.

Para minha surpresa, nenhuma das opções estava certa. Quem me atendeu, solícito, foi o próprio candidato. Rapidamente, desfiei a ladainha sobre a idéia do blog. Era do seu interesse?Era.

Marcamos um horário comercial que acabou não vingando. Incrível como a vida de aspirantes a jornalistas e candidatos a vereador no auge da campanha é semelhante neste sentido. Ele propôs:

- Quem sabe nós jantamos?

Concordei, claro. Com muito receio, obviamente.

Receio vão. O Emerson que se apresentou a mim, na companhia da namorada, é alguém que sempre esteve, de uma forma ou de outra, envolvido com a política. Alguém que há nove anos auxilia seus partidários a se elegerem e agora resolveu cobrar esta ajuda. Um jovem que dispensa formalidades e, acima de tudo, sabe no que está se metendo.




1. Profissão?
- Trabalho na área da construção civil.
- Isso significa o quê, exatamente?
- Que eu sou pedreiro, mais na parte de acabamento.
- Sério?
- É. Eu gosto mais é de colocar azulejo e fazer gesso. Dá mais dinheiro (risos).

2. Já foi candidato?Não.

3. Está respondendo algum processo judiciário? Não.

4. Já mudou de partido? Não mudei e nem vou mudar.

5. Já ocupou cargo público? Cargo público não. Mas já fiz política de outras formas. Ano passado fui tesoureiro do DCE da UFSM, e participava do Movimento Estudantil dos Secundaristas.

6. Há quanto tempo está filiado ao partido? Nove anos.

7. É de Santa Maria? Se não, há quanto tempo reside na cidade? Não, está aqui há dezesseis anos.

8. Qual sua expectativa de votos?O tamanho da expectativa é diretamente proporcional ao tamanho da frustração. Procuro não pensar nisso. A realidade é que preciso fazer mais ou menos uns 2.500 votos pra pensar em me eleger.


9. Qual seu livro de cabeceira? Gostou muito da forma como Código Da Vinci foi escrito.

10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador? Não, política não é profissão.



Os candidatos foram questionados sobre cinco aspectos de Santa Maria e o Legislativo Municipal. As perguntas eram sobre a população, os vereadores, o mito de origem da cidade e a economia. Veja as respostas de Emerson:





Resposta um: aproximadamente 263 mil
Resposta dois: R$ 5.782, 38
Resposta três: duas plenárias
Resposta quatro: o bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resposta cinco: setor Terciário (serviços)

O Gonzaguinha da Política Santamariense


Por Gabrielli Dala Vechia



Luiz Gonzaga Trindade

Partido: Partido Progressista (PP)

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Não é fácil ligar para um candidato e despejar toda a proposta do blog em um só fôlego. Luiz pareceu desconfiado, reticente enquanto eu desfiava minha longa apresentação decorada. Não dizia nem que sim, nem que não. De vez em quando eu me obrigava a falar um né? para testar se ele ainda estava na linha.

Afinal, foi melhor do que eu planejava. Poderia ser naquela mesma tarde. Chegou na sede da coligação como combinado e me despachou tão logo lhe dei a mão. Tinha coisas urgentes a fazer, se pudéssemos remarcar etc e tal. Quando achei que o dia estava perdido, ele sugeriu que fizéssemos mais tarde, apenas. Ótimo.


Fui embora e retornei. O pessoal da sede já estava meu amigo, contando-me as peripécias (quantas!) da campanha. O relógio já tinha completado meia volta e nada. Pronto, ia esperar cinco minutos, se ele não aparecesse, azar (o meu).


Não se passou muito tempo e ele apareceu, escoltado pela filha, estudante de Publicidade e Propaganda.


Luiz Gonzaga Trindade tem história na política. Metade da nossa conversa ficou para a descrição de datas e cargas que ocupou nestes quase trinta anos de filiação partidária. Um emaranhado complexo de siglas e funções, mas que permaneciam frescos em sua memória.


A luta pela educação, resquício do magistério, continua sendo a flâmula de Luiz, apesar de ter amadurecido à medida que os cabelos brancos apareciam e evoluído a cada livro aberto.



1. Profissão: Bacharel em Direito, trabalha em um escritório de advocacia (prestará a segunda etapa da prova da OAB neste mês)

2.Já foi candidato? Sim. Esta é a sétima vez que concorre ao cargo de vereador.


3. Está respondendo algum processo judiciário? Não

4. Já mudou de partido? Não, é filiado dos partidos que deram origem ao atual Partido Progressista (PP) - PDS, PPR, PPB - desde 1980.

5.Já ocupou cargo público? Sim. Foi supervisor educacional municipal de 1982 a 1988; foi Diretor Administrativo da Câmara dos Vereadores de Santa Maria em 1989; de 1989 assumia a Câmara periodicamente como vereador suplente; neste mesmo período foi assessor do Gabinete do Prefeito Municipal e, também periodicamente, Chefe de Gabinete; entre 1992 e 1996 foi assessor da Secretaria Municipal de Transportes; em 1996 elegeu-se vereador por Santa Maria; de 2000 a 2002 foi assessor parlamentar do Deputado Farret e em 2005 foi Sub-prefeito do distrito santamariense Arroio do Só. Ufa!

6. Há quanto tempo está filiado ao partido? Há vinte e oito anos.

7. É de Santa Maria? Se não, há quanto tempo reside na cidade? Natural de Santa Maria, viveu na cidade toda sua vida.

8. Qual sua expectativa de votos? De 2.200 a 2.700 votos.


9. Qual seu livro de cabeceira? Constituição Federal

10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador? Não, pretende continuar trabalhando no escritório de advocacia e aproveitar para fazer especialização em Direito, curso no qual se formou no ano passado.




Santa Maria em números.


Os candidatos foram questionados sobre cinco aspectos de Santa Maria e o Legislativo Municipal. As perguntas eram sobre a população, os vereadores, o mito de origem da cidade e a economia. Veja as respostas de Luiz Gonzaga Trindade

Resposta um: aproximadamente 263 mil
Resposta dois: R$ 5.782, 38
Resposta três: duas plenárias
Resposta quatro: o bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resposta cinco: setor Terciário (serviços)

domingo, 28 de setembro de 2008

Em direção à Câmara!

(clique na imagem caso queira vê-la em melhor resolução)


Por Luiz Henrique


Motorista há 23 anos. De ônibus urbanos, há nove. Atualmente é motorista de transporte alternativo. Tamanha ligação a essa profissão repercutiu em seu nome como candidato: Motorista Irmão Reni (Barriga). Analisando seu nome nas urnas, notamos a referência a sua profissão e ao seu segundo nome (Reni). Ato falho: não conversamos sobre o porquê dos termos irmão e barriga.

Adão Reni Soares conversou comigo durante 15 minutos na quarta-feira passada. Ele é candidato pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e faz parte da Coligação Frente Popular Trabalhista, cujo candidato à prefeitura é Paulo Pimenta. Marcamos a conversa em horário de almoço, na prória sede da coligação no centro da cidade.

Desde o princípio, senti a receptividade do seu Adão para que pudessemos conversar. A sede estava movimentada, barulhenta, mas conseguimos realizar a primeira parte da entrevista (as dez perguntas standart) tranqüilamente, num balcão ali mesmo na ante-sala da entrada do prédio. Com o passar da conversa, percebi duas características importantes no candidato: a afinidade que tem com a comunidade na qual reside (São José, zona leste de cidade) e o valor que dá a todos os espaços de campanha e diálogo que lhe fossem oportunizados. Essa segunda constatação é marca da maioria dos candidatos com os quais a equipe deste blog tem conversado. Por não terem declarado arrecadação nem gastos com campanha, os valores que investem na produção de materiais e veiculação das propostas da campanha são sempre muito pequenos e, geralmente, fruto de labores próprios.

Fomos ao vídeo. Pedi um lugar mais silencioso, então fomos para o subsolo da edificação, numa sala de tamanho médio, cercada por divisórias de madeira, e com algumas cadeiras dentro. Junto com seu Adão estava seu amigo e colaborador, Jorge. Expliquei-lhes a dinâmica do vídeo e informei que caso o candidato não quisesse, o material não iria ao ar. Começamos a gravar e foi tudo bastante rápido e tranqüilo.

Encerramos a conversa e seu Adão fez um pedido: para que eu colaborasse divulgando suas propostas, e o indicando como candidato. Através do blog, apenas relato nossa conversa de forma bem simples, ainda que alguns adjetivos se façam presentes. Faço também a divulgação dos dados obtidos a partir de nossa entrevista. Já fora deste espaço, atuam a consciência e as vontades de cada cidadão-eleitor.

Motorista Irmão Reni (Barriga) concorre a vereador com o número 14650. É sua terceira candidatura ao cargo de vereador, tendo sido as duas primeiras em 2000 e 2004.


Perguntas standart (dez):

1. Qual sua profissão?
Motorista de transporte alternativo há dois anos. De ônibus urbanos, foi motorista durante nove anos.

2. Já foi candidato?
Já, duas vezes. Na primeira, em 2000, recebeu 737 votos. Na segunda, em 2004, recebeu 782 votos.

3. Está respondendo algum processo judiciário?
Não.

4. Já mudou de partido?
Não, sempre foi do PTB (nas palavras do candidato: "eu tenho a minha ideologia")

5. Já ocupou algum cargo público?
Não.

6. Há quanto tempo está filiado ao partido?
Está filiado há 14 ou 15 anos ao PTB.

7. É de Santa Maria? Caso não seja, há quanto tempo reside na cidade?
Não. É natural de Agudo (RS), mas mora em Santa Maria há mais de 42 anos.

8. Qual sua expectativa de votos?
Grande expectativa em sua comunidade, bairro São José. Pretende 1.800 votos.

9. Está lendo algum livro?
Não.

10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador?
A intenção é conciliar as duas atividades. Mas pretende preparar outro motorista (já que atua em tranposrte alternativo bastante específico) para ocupar sua função, e então dedicar-se exclusivamente à Câmara de Vereadores.


Santa Maria em números.
Os candidatos foram questionados sobre cinco aspectos de Santa Maria e o Legislativo Municipal. As perguntas eram sobre a população, os vereadores, o mito de origem da cidade e a economia. Veja as respostas do Motorista Irmão Reni (Barriga) abaixo:




• Respostas •
Resposta um: aproximadamente 263 mil
Resposta dois: R$ 5.782, 38
Resposta três: duas plenárias
Resposta quatro: o bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resposta cinco: setor Terciário (serviços)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O candidato "ao vivo e a cores"

Por Daniel Isaia

Achar o Eugênio não foi nada difícil. Após falarmos por telefone, combinamos de nos encontrar no centro da cidade, próximo ao Paradão da avenida Rio Branco. Ao chegar no local, encontrei o candidato executando sua estratégia de campanha: a conversa direta com o eleitorado.

Por causa do movimento e do barulho, concordamos em realizar a entrevista em um café na rua 24 Horas. Logo na chegada, Eugênio teve uma breve conversa com alguns conhecidos que estavam no local, através da qual pude conhecer um pouco das idéias do único candidato do PTC, um partido relativamente novo em nossa história.

Antes da entrevista, em um breve bate-papo, o aspirante à Câmara Municipal me revelou que passa os dias inteiros na rua, conversando diretamente com o povo, oferecendo-se como opção de voto. Por isso, afirma ser o candidato "ao vivo e a cores" - já que faz pessoalmente sua campanha política, em contato com as pessoas.

Nome: Eugênio Kolas Silveira
Partido: Partido Trabalhista Cristão
Número: 36000

1. Profissão:
Motorista público do estado.

2. Já foi candidato?
Não. Participou desde 1988 na política apoiando candidatos.

3. Está respondendo a algum processo judiciário?
Não. Todos os bens foram declarados corretamente.

4. Já mudou de partido?
Sim. Começou a militância no PT, em 1988. Por sentir-se sem espaço, desfiliou-se do partido e fundou o PTC em Santa Maria.

5. Já ocupou algum cargo público?
Sim. Em 2000, ocupou um cargo na Viação de Transportes, onde era responsável pela sinalização pública da cidade. Ele lembra que, no ano, foi responsável pela troca de todas as placas da Zona Azul em 60 dias.

6. Há quanto tempo está no partido?
Um ano. Em agosto de 2007, Eugênio trouxe o PTC para Santa Maria.

7. É de Santa Maria?
Sim, nascido e criado na cidade.

8. Qual a expectativa de votos?
É muito variável. Eugênio conta que, como faz sua campanha na rua, diretamente com os eleitores, sua expectativa às vezes melhora com a receptividade das pessoas. Outras vezes, ele fica desanimado com a sua falta de estrutura de campanha.

9. Que livro está lendo?
Além da Bíblia, Eugênio diz que tem um livro que está lendo inclusive pensando em sua preparação de campanha, que é "O Melhor de Mim", do Paulo Sant'anna. Para o candidato, o autor é uma pessoa que tem uma visão muito ampla da sociedade.

10. Se eleito, pretende se dedicar exclusivamente ao cargo de Vereador?
Sim. Por ser funcionário público, Eugênio fica licenciado de suas funções, se eleito, para exercer o cargo político.

Testando o candidato
Um aspirante à Câmara Municipal deve saber responder informações sobre Santa Maria.



Resp 1: Aproximadamente 263 mil
Resp 2: R$ 5.782, 38
Resp 3: Duas plenárias
Resp 4: O bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resp 5: Setor Terciário


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Política por vocação e não por profissão

Por: Luciana Rosa.


Alda Olivier – PSTU 16000

“A minha família sempre foi de esquerda, nós sempre votamos em candidatos de esquerda.”


O contato, o ato que faz duas pessoas passarem de completas desconhecidas a indivíduos que se cumprimentam na rua. O meu contato com Alda Olivier foi feito através de uma dezena de ligações. Ora ela não podia definir um dia para nossa entrevista, ora não via a minha ligação, ora outra pessoa atendida ao celular. Até que num domingo à tardinha, consegui! Marcamos para segunda pela manhã.


Ao brilhar o primeiro raio de sol de segunda-feira, estava eu no aconchegante apartamento de Alda. Apesar dos 30 minutos de adiantamento ao horário que combinamos, fui muito bem recebida pela candidata.
Alda é mãe zelosa de uma criança portadora de necessidades especiais. Os cuidados com o filho tomam boa parte do tempo que a candidata tem, entretanto, não a fazem desistir da jornada tripla de mãe, advogada e política. Vejamos, então, como foi meu diálogo com Alda.



Profissão?
Professora de História aposentada do Estado. Em seu histórico constam, também, o cago de professora do curso de pedagogia da Unijuí, durante o período em que fez curso de especialização em curriculum pela Universidade Federal de Santa Maria, nesta mesma área. Após lecionar história por vários anos, em 1995 aposentou-se e iniciou o curso superior de direito na Unicruz. Atualmente, então, trabalha com direito previdenciário, defendendo idosos em idade de aposentar-se mas que, por algum motivo burocráticos, não conseguiram.

Já foi candidato alguma vez?
Apesar de ter sido filiada durante muito tempo ao Partido dos Trabalhadores, acabou apenas se candidatando quando expulsa deste partido em função de conflito de idéias. Então no PSTU, candidatou-se ao cargo de vice-prefeita de Santa Maria juntamente com o candidato a prefeito Paulo Veler, ambos do PSTU. Foi candidata a prefeita por duas vezes seguidas, e entre essas duas candidaturas, concorreu ao cargo de deputada estadual, também pelo PSTU. “Pelo PT eu nunca fui candidata a nada, somente ajudei a construir.”

Está respondendo, ou já respondeu, a algum processo judiciário?
Não.

Já mudou de partido?
Alda demonstra muita decepção com relação ao partido que ajudou a construir, o Partido dos Trabalhadores. Ela conta que no começo da década de 1980, militava para agregar filiados a este partido para que o mesmo pudesse existir. Entretanto, quando seu partido virou situação, em função da eleição de Lula para presidente, muitos oportunistas quiseram se aproveitar da ascensão do partido. Decepcionada com esta situação, Alda resolve deixar o PT, seguindo o exemplo de Heloísa Helena e Luciana Genro, entretanto, ao invés de ir para o PSOL acabou por filiar-se ao PSTU.

Já ocupou cargos públicos?

“Fui professora estadual por 25 anos, de história.”

Há quanto tempo está filiada ao partido?
“Sou filiada ao PSTU desde que ele existe em Santa Maria, desde 1994.”

É de Santa Maria, se não, há quanto tempo reside na cidade?
Veio transferida, no cargo de professora estadual, de Santo Ângelo para Santa Maria em 1980.

Qual sua expectativa de votos?
“Olha expectativa de votos, eu não sei assim. Pois a nossa campanha tem sido muito tranqüila, o PSTU não vê as eleições como um fim, nós não acreditamos que os problemas sociais serão resolvidos através de um parlamento.”

Que livro está lendo?
(...) Guillermo Arraiga. “Ele é mexicano, até porque eu acho que lá no México ele vive bastante essa questão política que também foi muito efervescente nos últimos anos.”

Se eleito, pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador?
Alda, se eleita, pretende dividir-se entre a defesa dos direitos dos idosos pela obtenção de sua aposentadoria e os afazeres de vereadora.



Testando o Candidato
Um candidato a Vereador deve saber questões básicas sobre a cidade. Será que ele sabe?






• Respostas •

Resposta um: aproximadamente 263 mil
Resposta dois: R$ 5.782, 38Resposta três: duas plenárias
Resposta quatro: o bandeirante Morotin e a índia Imembuy

Resposta cinco: setor Terciário (serviços)

Brasil de Fato!

(clique na imagem caso queira vê-la em melhor resolução)
Por Luiz Henrique

Ele é o candidato a vereador mais jovem deste pleito. Tem sua formação política nas bases do movimento estudantil. Nas urnas, seu nome pode lembrar o jornal Brasil de Fato, criado em 2003 no Fórum Social Mundial de Porto Alegre. O semanário é uma criação do MST, da Via Campesina e da Consulta Popular, além de algumas pastorais sociais.

Igor Correa Pereira, nas urnas concorre como Igor de Fato pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Com 22 anos, ele está fazendo Pós-graduação na Universidade Federal de Santa Maria e concorre pela primeira vez para vereador. Seu partido faz parte da coligação Frente Popular Trabalhista, junto com mais nove partidos, que tem como candidato o petista Paulo Pimenta.

Nossa conversa (na verdade, duas) foi bastante objetiva, mas produtiva. Fui ao encontro dele na sede do PCdoB, na Rua Dr. Bozano, próximo ao Calçadão. Encontrei-o, mas a sala do partido estava trancada, sem que a chave estivesse com ele. Partimos em direção a um shopping center próximo a nós. A presunção de que lá estaria calmo foi precipitada. Decidimos, então, rumar para o prédio da Antiga Reitoria da UFSM na Rua Floriano Peixoto. Lá, certamente encontraríamos uma sala calma para conversarmos e gravarmos o vídeo.

Expliquei-lhe qual era a proposta do blog e a dinâmica que estávamos propondo: dar igual espaço a todos os candidatos, através de perguntas standart e um vídeo com perguntas sobre a cidade. Começamos pelas perguntas, que foram gravadas tanto por mim quanto por ele. Ambos precavidos, seja para não esquecer de nada, seja para não deixar nada de errado ser publicado. Cumprida a primeira etapa, fomos ao vídeo. A câmera não funcionou, pois as pilhas não agüentaram poucos segundos de gravação. Pilhas trocadas, mas nada feito. Remarcamos.

Nosso segundo encontro foi frustrado por incompatibilidade de horários. Mas remarcamos para o mesmo dia. Ao entardecer, nos encontramos novamente numa silenciosa sala do prédio da Antiga Reitoria da Universidade e fizemos o vídeo. Igor respondeu às perguntas com segurança e de forma bem articulada. Frisei que o vídeo iria para o blog caso ele não objetasse. Terminada a gravação, fiquei de lhe retornar quando o texto fosse para o blog. Aqui está.

O Igor de Fato concorre com o número 65165 e tem suas propostas bastante focadas na população jovem. Acredita que políticas públicas para este segmento da população sejam necessárias e, principalmente, que a juventude precisa se envolver com a política para que isso ajude a mudar um pouco o nosso país.

Perguntas standart (dez):

1. Qual sua profissão?
Formado em Geografia, é estudante de Gestão Educacional (especialização) e professor (não está lecionando no momento).

2. Já foi candidato?
Primeira vez.

3. Está respondendo algum processo judiciário?
Não.

4. Já mudou de partido?
Não.

5. Já ocupou algum cargo público?
Não.

6. Há quanto tempo está filiado ao partido?
Está filiado há 3 anos ao PCdoB.

7. É de Santa Maria? Caso não seja, há quanto tempo reside na cidade?
Não. É natural de Alegrete (RS) e mora em Santa Maria há 3 anos.

8. Qual sua expectativa de votos?
Acredita que é possível reverter os votos que a candidata Manuela D'ávila, também do PCdoB, obteve aqui em Santa Maria, em torno de 3 mil. Contudo, reitera que é apenas uma expectativa.

9. Está lendo algum livro?
No momento, está lendo bastante sobre o tema de sua pesquisa (ações afirmativas e políticas públicas ligadas à juventude). Defende a monografia da especialização em meados de 2009.

10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador?
Pretende terminar a especialização, que vai até metade de 2009, e então se dedicar ao cargo caso seja eleito.

Santa Maria em números.
Os candidatos foram questionados sobre cinco aspectos de Santa Maria e o Legislativo Municipal. As perguntas eram sobre a população, os vereadores, o mito de origem da cidade e a economia. Veja as respostas do Igor de Fato abaixo:


• Respostas •
Resposta um: aproximadamente 263 mil
Resposta dois: R$ 5.782, 38
Resposta três: duas plenárias
Resposta quatro: o bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resposta cinco: setor Terciário (serviços)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Apenas um latino-americano



Por: Luciana Rosa.


“Sempre fui um pouco reticente quanto a política partidária., por que eu sempre fiz a minha política cultural sempre trabalhei nessa área de divulgar e levar alguma coisa de projetos na área da cultura”.


Numa sexta-feira em que o mundo caía sobre Santa Maria, em forma de uma chuva gelada, encaminhei-me para a Casa de Cultura ao encontro de meu entrevistado.

Chico Sosa, candidato pela coligação Frente Esquerda, recebeu-me em uma sala bastante ampla e clara no segundo andar da Casa de Cultura, local em que ele desenvolve um projeto sobre a cultura latino-americana com jovens universitários.

Como é habito em nossa profissão e por ser Chico um jornalista por profissão, ele logo tomou a frente da conversa, relatando-me os porquês de não ter investido nenhum montante em marketing político. Segundo ele, não há porque induzir, ou ludibriar seus eleitores através da construção de uma imagem midiática, ele acredita que seus votos virão em função de sua trajetória como radialista e promoter cultural.



1. Profissão:
Chico diz ser jornalista por profissão, e que pela Lei de 1979 pôde regularizar-se dentro da função que já exercia desde 1976. Tendo passado por uma triagem do Sindicato dos Jornalistas conseguiu regularizar-se nesta profissão.

2.Já foi candidato?
Chico diz nunca ter disputado cargo público em função de política de trabalho não estar necessariamente ligada à política partidária.

3. Está respondendo algum processo judiciário?
Não está respondendo por nenhum processo, tampouco chegou a responder um dia.

4. Já mudou de partido?
Não oficialmente, pois somente filiou-se a um partido, o P-SOL, para as eleições de 2008, a convite de membros do partido. Entretanto, desenvolveu projetos culturais junto a um antigo governo do PT, durante o mandato de Evandro Berger, ex prefeito de Santa Maria.

5.Já ocupou cargo público?
Nunca ocupou cargo público, mas em função do projeto cultural de 1992 intitulado “Cartilha Histórica Geográfica e Política de Santa Maria” acabou por trabalhar de forma terceirizada para a prefeitura.

6. Há quanto tempo está filiado ao partido?
Filiou-se ao P-SOL há menos de um ano.

7. É de Santa Maria? Se não, há quanto tempo reside na cidade?
Chico Sosa não é natural de Santa Maria, mas vive aqui desde 1982, quando largou o exercito para desenvolver aqui o projeto editorial de uma revista sobre a cultura gaúcha chamada “Nativismo”.

8. Qual sua expectativa de votos?
Em função da empatia que possui com o público de seus programas de rádio – Imembuí e Universidade – e da audiência de seus projetos culturais, Chico acredita na possibilidade de eleger-se, entretanto, não sabe precisar quantos votos terá.

9. Que livro está lendo?
No momento, não está lendo nada de literatura, entretanto cita como seu livro de cabeceira “As veias abertas da América Latina” de Eduardo Bueno.

10. Se eleito você pretende se dedicar exclusivamente ao cargo de vereador?
Chico diz que pouca coisa irá mudar em sua rotina se for eleito, apenas acredita que terá mais estrutura para desenvolver novos projetos e alavancar outros já existentes. Segundo ele: “O meu trabalho são os meus projetos, independentes, eu sempre trabalhei com projetos, tu tendo aquela máquina ou não. Eu vou ter muito mais recursos para fazer o que eu já estou fazendo”.


Testando o Candidato
Um candidato a Vereador deve saber questões básicas sobre a cidade.
Será que ele sabe?


Resp 1: Aproximadamente 263 mil
Resp 2: R$ 5.782, 38
Resp 3: Duas plenárias
Resp 4: O bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resp 5: Setor Terciário

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Esportista que quer se Vereador


Cheguei um pouco antes da hora marcada na sede da coligação "Juntos por uma Santa Maria melhor". Só um pouco. Pedi pelo Luiz Nunes. Não sabiam quem era. Procurei pelo Santinho dele. Não tinha. Desespero.

- Quem sabe Luiz Nunes não era o Professor Dida?

Não sei de onde tirei este palpite. Foram perguntar. Nisso, sai das entranhas da sala um cara baixinho. Senhor, não. É com certeza mais jovial que eu. Vestia um abrigo de tactel que condenava sua formação: Educação Física.

- Se tu procurar por Luiz Nunes tu nunca vai me encontrar.

Um bom conselho. Sentamos e conversamos mais do que eu havia programado tendo em vista uma aula desconfortavelmente próxima ao horário do nosso encontro.

Sabe aquelas pessoas que falam daquilo que fazem com paixão? É o Dida.

"A Bola da Vez" veio a ser seu slogan não ao acaso. É o nome do projeto de socialização por meio do futebol que desenvolve pessoalmente na Vila Schirmer e orienta núcleos em outras partes da cidade.

Ele diz que a amizade que se faz dentro do futebol é muito forte. Nota-se pelo apoio que tem recebido. Nunca em dinheiro: "Dêem bolas, tênis, uniformes pros piás. Mas, dinheiro não".

Dida tirou de dentro da pasta preta que carregava uma camiseta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, autografada por todas as jogadoras medalha de prata nas últimas Olimpíadas. Presente do treinador, velho amigo, que vai a leilão para ajudar na campanha.

Sua bandeira é o esporte, ele não nega. "Não venham querer falar de política comigo", diz ele.

Projetos? O projeto está pronto, nas mãos dos executores, devidamente registrado, devidamente assinado. Dida fez um contrato que, se eleito, designa metade do salário de vereador para uma Fundação que vai gerir seus projetos sociais. Só falta se eleger.

Sobre a campanha? "Pra uns eu sou o Dida do Interzinho, pra outros eu sou o Dida do Riograndense, pros guris eu so o professor Dida que compra pão e refrigerante depois das competiçõs. Não preciso gastar com divulgação, a imprensa já faz isso por mim há vinte anos"


Nome: Luiz Nunes
Partido: Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)
Número: 45011


1.Profissão:
Professor de Educação Física da Escola Estadual Rômulo Zanc e treinador da equipe de futebol da UFSM.

2.Já foi candidato?
Não, disputa as eleições pela primeira vez.

3. Está respondendo algum processo judiciário?
Não

4. Já mudou de partido?
Não

5.Já ocupou cargo público?
Não

6. Há quanto tempo está filiado ao partido?
Filiado ao PSDB desde março de 2007.

7. É de Santa Maria? Se não, há quanto tempo reside na cidade?
Natural de Santa Maria

8. Qual sua expectativa de votos?
Não consegue mensurar porque não tem um núcleo de campanha. Mas, aproximadamente 570 pessoas demonstraram interesse em ajudá-lo.

9. Qual seu livro de cabeceira?
O Monge e o Executivo

10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador?
Não, pretende continuar se dedicando à escola e aos projetos sociais. Encara a vereança como um serviço adicional.

Testando o Candidato
O candidato deveria saber aspectos básicos sobre a cidade pela qual está se candidatando?Será que sabe?





Resp 1: Aproximadamente 263 mil
Resp 2: R$ 5.782, 38
Resp 3: Duas plenárias
Resp 4: O bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resp 5: Setor Terciário

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Maria Santa para Santa Maria?


Por Murilo Matias

Após um primeiro contato por telefone marcado pela desconfiança, denotada na pergunta “Tem que pagar alguma coisa?”, a candidata à Câmara de Vereadores de Santa Maria, Maria Santa, o trocadilho se faz por si só, mostrou-se disposta a participar do que seria uma conversa breve e sem maiores elaborações. Sendo assim, numa terça-feira às oito e meia da manhã ficou marcado nosso encontro.
Terça-feira às oito e meia da manha, como marcado, estava Maria Santa no comitê central da coligação Frente Trabalhista na rua Riachuelo. Inicialmente não reconheci minha entrevistada. Andei pelo comitê e procurei algum olhar diretivo, alguém responsável pelo local a quem eu pudesse me reportar. Não encontrei o olhar, mas encontrei Maria Santa me esperando quase na porta de entrada. A candidata chegou antes de mim, mas passei por ela desavisadamente, por não a reconhecer de pronto.
Cumprimento respeitoso, em que me desculpei pelo pequeno atraso, passamos à procura de um local tranqüilo no qual pudéssemos conversar e gravar o pequeno vídeo para o blog. Após breve procura, na qual nos deparamos com salas abarrotadas ou de pessoas ou de bandeiras ou de ambas as coisa juntas, tudo o que conseguimos foi meio que um porão, meio que um resto de construção inacabada no fundo do casarão do diretório. Foi lá que conversamos por cerca de dez minutos.
Terminada a entrevista, nos encaminhamos para nossos compromissos, eu para meu estágio, Maria Santa para sua loja. Nesse meio-tempo conversamos sobre as eleições para prefeito e com um cordial desejo de boa sorte mútuo fomos embora.


Nome: Maria Santa de Andrade da Silva
Partido: Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)
Número: 14600


1. Profissão:
Micro-empresária no segmento vestuário. Possui uma pequena loja em sua residência.

2.Já foi candidato?
Não, disputa as eleições pela primeira vez.

3. Está respondendo algum processo judiciário?
Não

4. Já mudou de partido?
Não

5.Já ocupou cargo público?
Não

6. Há quanto tempo está filiado ao partido?
Filiada ao PTB desde 1992

7. É de Santa Maria? Se não, há quanto tempo reside na cidade?
Natural de Santa Maria

8. Qual sua expectativa de votos?
“Não tem idéia”

9. Que livro está lendo?
No momento, nenhum.

10. Se eleito, você pretende dedicar-se exclusivamente ao cargo de vereador?
Pretende dedicar-se exclusivamente à Câmara de Vereadores


Testando a Candidata

Quanto um candidato deve saber sobre a cidade que se propõe a legislar?




Resp 1: Aproximadamente 263 mil
Resp 2: R$ 5.782, 38
Resp 3: Duas plenárias
Resp 4: O bandeirante Morotin e a índia Imembuy
Resp 5: Setor Terciário

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